Apresentação do livro

Este esforço literário quer tratar dos aspectos utilitaristas do processo de conquista, consolidação e ampliação do poder político. Não, não há um caco de idealismo aqui. A obra pretende ser útil como uma lanterna em meio ao breu. Principalmente para quem detém mandato no Legislativo, no Executivo ou para quem ambiciona chegar lá.

Não encare estas páginas como um guia. Elas buscam ser um bate-papo informal sobre os nuances da comunicação política. Faço leituras sobre posicionamento dentro de uma corrida eleitoral, sobre a construção de uma marca para o mandato e aproveito para chamar atenção para as matizes do novo sujeito político – o que busca a glória sem infringir a ética.

O poder é o eixo central desse diálogo. Ele é o elixir do ecossistema político. A ambição política é a nossa matéria orgânica. O exercício do poder político produz vítimas. Porque política é dominação. Dominar politicamente também significa exercer pressão, coagir, reprimir e impor obediência. Assim como também o poder político pode revelar generosidade, caridade e a idealização da humanidade na construção de sociedades mais justas. Porém a história ensina que na política um ato de virtude não necessariamente irá produzir um benefício na vida das pessoas. O contrário também é real. Em suma, a política não é o palco da justiça.
Nesta proposta literária não há assertividades sobre o poder. É obra crua. Quando digo para que não encares estas páginas como um manual é pelo simples fato de que eu sou um entusiasta do estudo e da prática da comunicação política. Minha formação acadêmica em marketing e em jornalismo me ajuda nesta tarefa. Mas meu maior mérito foi sentar e escrever, afinal as ideias estão dentro da gente. Estes assuntos e reflexões ficaram perambulando na minha memória um bom tempo antes de tomarem corpo nestas páginas. Nasceram a partir conversas com especialistas, lunáticos, políticos, anônimos e pessoas que adoram e destratam a política.

Aliás, desabonar a política é uma tarefa simples e a simplificação é uma doença poderosa e cada vez mais potente no nosso cotidiano. Ir de encontro a esse quadro é um atrevimento, sei bem disso. Mas nasci ali na borda do Rio Jarí, fronteira do Pará com o Amapá. Quem é daqueles torrões, não nasce, se atreve. Encaramos restrições de toda sorte e se acostumar a vencê-las é uma praxe. Portanto, o atrevimento deste esforço literário é natural.
Conquista, Consolidação e Ampliação do Poder Político reúne referências de mais de 50 obras citadas nas páginas finais. As reflexões aqui descritas foram talhadas com maior grau de legitimidade possível. Boa parte delas ao som de Tom Jobim (álbuns Matita Pereira, Stone Power, Antônio Brasileiro), Milton Nascimento (álbuns Minas 1975, Clube da Esquina 1972, Pietá), Maria Betânia (álbum Amor, Festa e Devoção), Billie Holiday (Summertime), Dave Brubeck (Take Five), Jonh Coltrane (coletânea). A trilha sonora foi fundamental para o desenvolvimento deste projeto, mas sentar e escrever foi o meu maior mérito.

Este atrevimento literário é também uma homenagem aos amigos afastados do meu convívio em 2012. Fomos imantados pelo exercício do jornalismo. Contudo, tivemos a amizade desnutrida pela convicção política distintas de um momento eleitoral qualquer. Uso a saudade dos ausentes e da confiança dos novos e presentes amigos como matéria-prima para confeccionar estas reflexões que te convido a conhecer. Para conhecer o e-book, entre na página Quero Ler.

 

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