Clichê em xeque!

“Eu es­tou com uma gran­de ex­pec­ta­ti­va de vol­tar a Cam­pi­nas. Fiz uma tem­po­ra­da óti­ma com o meu pai em 2009. Cam­pi­nas mora no meu co­ra­ção, de ver­da­de. Não é ne­nhum cli­chê, não”, dis­se em tom de en­tu­si­as­mo o co­me­di­an­te Lú­cio Mau­ro Fi­lho,  so­bre a ex­pec­ta­ti­va de es­treia do novo es­pe­tá­cu­lo no pal­co do Te­a­tro Amil em junho.

O mo­nó­lo­go “Cli­chê” vai se­guir em tem­po­ra­da no te­a­tro até o dia 26, sem­pre as sex­tas, sá­ba­dos e do­min­gos. Com tex­to do Mar­ce­lo Pe­drei­ra e com di­re­ção de Ru­bens Ca­me­lo, a co­mé­dia é uma re­fle­xão crí­ti­ca so­bre o uso ex­ces­si­vo de fra­ses pron­tas, si­tu­a­ções re­cor­ren­tes e lu­ga­res co­muns.

FRA­SES FEI­TAS

Com uma dra­ma­tur­gia afi­a­da e se es­qui­van­do da mes­mi­ce do stand up co­medy, Lú­cio se de­bru­çou num tra­ba­lho in­ten­so para cons­truir a nar­ra­ti­va des­se solo, que re­ú­ne mais de 600 cli­chês, bor­dões, fra­ses fei­tas e “opi­niões in­te­li­gen­tes” so­bre dis­cus­sões va­zi­as.

“Logo quan­do li o tex­to do Pe­drei­ra que che­gou no meu e-mail, co­me­cei a dar mui­ta ri­sa­da. Eu me re­co­nhe­ci mui­to ali, usa­va vá­ri­os cli­chês que es­ta­vam es­cri­tos”, co­men­tou.

O co­me­di­an­te que es­ta­va há dois anos ten­tan­do cap­tar re­cur­sos por meio da Lei Rou­a­net para es­treiar uma peça que con­ta­va a his­tó­ria de um guru do sexo, de­ci­diu que iria mon­tar o es­pe­tá­cu­lo.

“Uma das pri­mei­ras ci­da­des que pen­sei em le­var o mo­nó­lo­go foi Cam­pi­nas. Tive uma es­treia mui­to boa no Rio de Ja­nei­ro em mar­ço, a peça vi­rou uma fe­bre. Mas de­pois logo pen­sei em ir para Cam­pi­nas que tem um pú­bli­co mui­to bom e tam­bém para re­ver ami­gos que fiz aí”, co­men­tou.

ES­TREIA

O ator que dá vida ao per­so­na­gem Tuco, no se­ri­a­do A Gran­de Fa­mí­lia, exi­bi­do pela Rede Glo­bo, fez uma tem­po­ra­da em mar­ço na ci­da­de com o es­pe­tá­cu­lo “Lú­cio 80-30”, fei­ta em par­ce­ria com o seu pai, Lú­cio Mau­ro. Mas em “Cli­chê”, Lú­cio se­gu­ra a onda so­zi­nho em cima do pal­co com um tex­to que pa­re­ce im­pro­vi­so, em vir­tu­de da ori­gi­na­li­da­de da in­ter­pre­ta­ção do ator.

Lúcio Mauro Filho estreia monólogo em palco campineiro na sexta-feira

 

É sua es­treia fren­te a um mo­nó­lo­go. Mes­mo ten­do se apre­sen­ta­do so­zi­nho em stand ups e con­ven­ções, o ator ex­pli­ca que le­var o es­pe­tá­cu­lo e man­ter seu rit­mo por uma hora é uma ex­pe­ri­ên­cia mui­to di­fe­ren­te. “Quan­do é mais li­vre, como num tex­to de stand up, tudo bem se acon­te­cer al­gum im­pro­vi­so, na hora que a gen­te erra o tex­to por exem­plo. Mas no te­a­tro mes­mo – com luz, mar­ca e tudo mais – é a pri­mei­ra vez que faço so­zi­nho. E aí, na hora, não tem o co­le­gui­nha pra di­vi­dir a bar­ra con­ti­go. Só você e o pú­bli­co. Por isso pe­ga­mos tão pe­sa­do com os en­sai­os”, afir­ma.

Um dos as­pec­tos que tor­na “Cli­chê” ori­gi­nal é sua crí­ti­ca ao com­por­ta­men­to da so­ci­e­da­de em ce­le­brar aqui­lo que é novo. “O tex­to é cheio de fra­ses fei­tas no fu­te­bol, no sam­ba e no mun­do cor­po­ra­ti­vo. Além de dar ri­sa­da, o pú­bli­co sai de lá meio que se po­li­ci­an­do”, co­men­tou.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.