PR pode expulsar Piuí
O PR de Limeira prepara uma ofensiva contra o vereador Piuí que pode culminar tanto numa penalidade simples como também na expulsão do parlamentar da sigla. O motivo da fritura – que atingiu seu ponto máximo de fervura na eleição da mesa diretora para o biênio 2011/2012 do Legislativo limeirense – seria a desobediência declarada do vereador contra questões fechadas do partido.
Membros da executiva municipal já redigiram um processo disciplinar que tem o poder de propor essa punição contra o atual segundo secretário da Câmara de Limeira. Contudo, o documento ainda não foi protocolado no conselho de ética do PR limeirense. Pelo estatuto do partido, é o órgão quem decide se instaura ou não o processo investigativo.
Uma vez que o rito seja aberto, um relator é nomeado e Piuí seria notificado oficialmente do processo disciplinar. O vereador teria um prazo para apresentar defesa que pode girar em torno de 15 a 30 dias.
Mas o principal entrave para o processo disciplinar seguir adiante é o presidente do PR limeirense, Rene Aparecido Franco Soares Filho, atual presidente do SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto). Tanto ele como Piuí são os maiores signatários do prefeito Silvio Félix (PDT) dentro da sigla. Esse é apenas um dos motivos pelo qual o partido está rachado.
Apesar do embate, o inquérito interno está maduro. Uma comitiva do partido já buscou amparo legal para trâmite da ação no departamento jurídico do PR estadual.
Efeito Mabel
Essa ofensiva contra Piuí, ocorre na esteira do processo disciplinar que também quer espinafrar o deputado Sandro Mabel do partido, informação divulgada no último dia 10 no site da agremiação. Mabel não apoiou a candidatura de Marco Maia (PT) para câmara de deputado e se lançou candidato. Causou a ira dos cacíques e agora está sendo perseguido.
Pesa contra Piuí ter contrariado várias decisões do PR, leia-se Mário Botion e Miguel Lombardi, durante votações estratégicas. Sublinhe-se que existem fortes dúvidas se a expulsão do parlamentar limeirense garantiria por sí só a cadeira do vereador eleito. O imblógrio teria que ser resolvido na justiça.